N. Freguesia de Salvador de Moura, Minho, Portugal, 7.12.1851. F. Piracicaba, 6.5.1913. Fazendeiro, Industrial. C. a 21.4.1878 c. Elisa Barreto do Amaral Gurgel Mendes. Ff.: Antônio, José, Octávio, Maria, Josefa, Joaquim, Carlos, Bento, Paulo, Benedito, Elisa, Luiz. Era filho de Joaquim Teixeira Mendes (v.) e Josefa Lopes. Chegou ao Brasil

DICIONÁRIO DE PIRACICABANOS

em 1862, passando a trabalhar em Brotas, SP, e a seguir em Ribeirão Bonito, SP, que deixou para fixar-se em Piracicaba, onde contraiu matrimônio. Trabalhou na Loja do Cobra, acabando por tornar-se seu proprietário. D. Pedro II deu-lhe uma medalha de ouro, por ter salvo três pessoas de um incêndio em São Paulo, com risco da própria vida. Recusou honrarias que d. Luiz, rei de Portugal, pretendia oferecer- lhe por serviços prestados em Piracicaba à colônia lusitana, por entender que tinha apenas cumprido seu dever e por ser republicano. Apesar de ser pessoa dos mais influentes junto ao eleitorado piracicabano, sempre recusou convites para cargos eletivos. Em 1891 elegeram-no provedor da Santa Casa, tendo ocupado o cargo até 1898. Pertencia-lhe uma próspera serraria, perto da Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, com um grande depósito de madeira, ambos totalmente destruídos por um grande incêndio, a 13.9.1899. A serraria e o depósito faziam parte das empresas da firma Antônio Teixeira Mendes e Filhos, que incluía uma oficina mecânica e uma fundição de ferro e bronze. Foi juiz de paz em Piracicaba de 1910 a 1913. Em fins do século 19, foi vice-presidente do Grêmio Dramático Beneficente, fundado em abril de 1899. Participou da fundação da Loja Maçônica Piracicaba (1875), atuando como seu 1º Vigilante, ao lado de seu sogro e irmão de loja, Bento Barreto do Amaral Gurgel, eleito 2º Vigilante. Abolicionista convicto, amigo pessoal de Prudente de Moraes Barros e de Luiz de Queiroz (vv.), incumbiu-se da aquisição da Fazenda São João da Montanha, em nome de pessoas pertencentes à família de Luiz de Queiroz, para ser doada ao governo do estado a fim de nela instalar uma escola agrícola. Atuou como primeiro-secretário da escola após a sua fundação e teve como seu sucessor no cargo o português Augusto César Salgado (v. Salgado, Augusto), seu genro, casado com Maria Josefa Teixeira Mendes. Em seu derradeiro relatório como provedor (1898), Teixeira Mendes destaca que acrescentou ao patrimônio da Santa Casa o Necrotério, o Hospital de São Francisco (posteriormente Hospício Barão de Serra Negra), um quarteirão no bairro dos Alemães e o Teatro Santo Estêvão, no centro da cidade (Veiga, 1975; Torres, 1982: Moratori, 2004). Antônio Teixeira Mendes foi pai de Octávio Teixeira Mendes (v.).

Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.

Casa de Antônio Teixeira Mendes. Rua Ipiranga com Benjamim Constant. Demolida em 80