Conteúdo foi analisado e editado pelo diretor do Jornal de Piracicaba, Marcelo Batuíra Losso Pedroso  

 O médico, marchand e crítico de arte Umberto Silveira Cosentino deveria ser uma referência em destaque para os artistas piracicabanos, especialmente para aqueles que se interessam pelas artes plásticas. Ele que foi um dos mais importantes observadores do cenário cultural da cidade nos anos de 1970 e 1980 e o mais profundo conhecedor da produção pictórica desenvolvida em Piracicaba desde a sua fundação.   

Graças a Cosentino, muitos talentos piracicabanos, até então pouco prestigiados pela crítica especializada, ou até no anonimato, foram devidamente evidenciados à sociedade em suas análises criteriosas, históricas e tecnicamente fundamentadas. Seus artigos, publicados nos cadernos de cultura do Jornal de Piracicaba, estabelecem parâmetros para uma criteriosa classificação por estilos e definem como escola a produção figurativa predominante na cidade, que dá título ao livro.  

O livro A Escola Naturalista de Pintura de Piracicaba será lançado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP), no dia 25 de setembro, no auditório Helena Rovay Benetton, do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes (rua Santo Antonio, 641, Centro), às 10 horas. Os interessados devem confirmar presença pelos fones 19 97140-1872 e 19 3434-8811.  

A edição, introdução e notas foram realizadas pelo jornalista e diretor do JP, Marcelo Batuíra Losso Pedroso. As pesquisas de imagens de obras de arte são de Sandra Jorge Rodrigues. Além dos textos de críticas de exposição de arte, de Cosentino, o livro traz também uma `A Coleção de Arte` dos principais artistas analisados.  

“A proposta de Marcelo Batuíra de publicar o livro A Escola Naturalista de Pintura de Piracicaba, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, é uma iniciativa esplendorosa”, afirma o presidente do IHGP, Pedro Vicente Ometto Maurano, “pois coloca à tona novamente o nome do grande Umberto Cosentino, um intelectual rigoroso e sua obstinada dedicação para tentar compreender sem preconceitos e estereótipos o movimento cultural da cidade no campo das artes plásticas. Um homem talentoso que foi capaz de dar o devido valor a todos aqueles pintores que de fato revelavam vigor e capacidade expressiva”, explica.