Reunião no IHGP sobre o Horto de Tupi

O Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) recebeu o presidente da Associação dos Moradores de Tupi, José Marco da Silva (Chitão) e o arquiteto e urbanista Marcelo Cachioni para fornecer subsídios históricos sobre o distrito de Tupi. Estes dados irão compor um dossiê a ser entregue aos poderes públicos municipal e estadual. Com isso, a Associação dos Moradores espera sensibilizar o governo estadual que pretende colocar a venda o Horto Florestal de Tupi.

Segundo Antonio Carlos Angolini, diretor de patrimônio do IHGP e morador do Distrito de Tupi, o Horto Florestal foi doado pelo município ao estado de São Paulo em 1922, na intenção de ser uma estação experimental de produção de algodão, cultura comum nos Estados Unidos e importada pelos imigrantes americanos que se estabeleceram em Americana e Santa Bárbara d’Oeste. Porém, o plantio não vingou e até os anos 1950 o local produzia eucaliptos.

Já Chitão, da Associação dos Moradores, diz que o local é rico na fauna e flora, sendo que já foram avistados na região animais como saguis, veados, raposas, capivaras e onça parda. “Com a venda, haverá um impacto ambiental incalculável, uma vez que há mata nativa no Horto, já que o mesmo situa-se à margem esquerda do rio Piracicaba”. O presidente da Associação acredita que a devolução da área ao município poderia ser a solução mais prática para evitar o impacto ambiental, histórico, educacional e social.

Marcelo Cachioni, que é diretor do Departamento de Patrimônio Histórico do IPPLAP (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba) e membro do IHGP, acredita que experiências que foram realizadas na região também devem ser estudadas. “Rio Claro tinha um horto que foi tombado pelo município e hoje é a Floresta de Rio Claro, a qual recebe semanalmente grande número de visitantes”, diz.

Valdiza Capranico, presidente do IHGP, está colocando o Instituto a disposição da população, moradores e do poder público para pesquisas a documentos e fatos que possam a elaborar dossiês que auxiliem na preservação do Horto de Tupi.

Na foto: Chitão, Angolini e Valdiza.