
A “Gazeta de Piracicaba” foi um jornal fundado em 1882. Media 54 cm na vertical por 38 cm na horizontal. As edições consultadas encontram-se em vários volumes, dando noção que seu tamanho horizontal pode ter sido refilado para a encadernação.
Possuía como redator, nos anos 1930, Lauro A. C. de Almeida e como proprietário e gerente Chistovam Donatz. O jornal não identificava onde ficava sua sede ou onde era impresso. Não havia expediente publicado. Era um jornal com uma diagramação à frente do seu tempo, com colunas concisas que não confundiam a leitura e tinha uma sequência das matérias bem dispostas.
Possuía uma visualização espaçada, naquilo que consideramos no jornalismo como uma diagramação mais limpa. Usava e abusava de titulação trabalhada como caracteres repletos de serifas. Teve várias colunas fixas na capa, como por exemplo a intitulada “Notícias Rápidas”, com drops sobre a situação em todo o Estado de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
Não deu tanto destaque à causa constitucionalista tanto quanto ao “Jornal de Piracicaba e “O Momento”. Mantinha, durante seu conflito, colunas na capa sobre assuntos hoje banais como a influência galesa e saxã na língua brasileira, entre outros.
Circulava de terça-feira a domingo com quatro páginas. Eram publicadas colunas tradicionais como “Cultho Catholico”, “Sociaes” e a programação de cinemas. No período de 22 de setembro a 19 de novembro de 1932 teve seu tamanho reduzido para 38 cm na vertical por 38 cm na horizontal, próximo ao tabloide, também motivado, possivelmente pela escassez do papel jornal durante a Revolução Constitucionalista. Neste período, as colunas tradicionais foram mantidas, assim como os anúncios, e a Revolução Constitucionalista não era tão explorada quanto aos dois outros concorrentes.
Foi celeiro de colaboradores como José Bicudo de Aguirra, Tibério Lopes de Almeida, Breno Ferraz do Amaral, Thales Castanho de Andrade (atuava como tipógrafo), José Bonifácio de Arruda, Elias Barreto, António de Moraes Barros (redator), Nelson Oliveira Camponez do Brasil, entre muitos outros.
Foi fundado por Vitalino Ferraz do Amaral e José Gomes Xavier de Assis. Sua primeira edição é de 10 de junho de 1882, na qual citava como proprietários “Assis & Ferraz”. Circulava três vezes por semana. Mário Arantes tornou-se proprietário do jornal a partir de 21 de junho de 1891.

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